28.12.07

Diary of a bad year - Coetzee

Coetzee veio para a Flip e leu trechos deste livro para o público. Não sei se o público gostou, pelo o que li, a recepção não foi lá muito calorosa.

O livro não é um romance, mas consiste de vários ensaios sobre as opiniões do autor sobre política, arte e de suas experiências como escritor. Cada página é divida em três pedaços, acima ficam os ensaios e abaixo está o "diário" propriamente dito. Um trecho é escrito pelo autor dos ensaios, o Sr. C, e o outro por Anya, uma garota que mora no mesmo prédio do autor e que ele contrata para datilografar os seus textos. O espaço destinado a Anya e ao Sr. C serve para que ambos expressem suas críticas aos ensaios da parte superior e dão um ar mais pessoal à obra.


A primeira parte do livro, aquela que trata mais de política e do mundo, é um pouco tediosa (como a própria Anya diz ao autor), mas a segunda parte, composta de pequenos ensaios sobre o dia a dia e as experiências do autor, é quase confessional. Gostei bastante do livro, dá para confirmar que há muito de Coetzee em Elizabeth Costello, um tipo de alter ego do escritor, mas aqui ele fala em primeira pessoa. Talvez a única coisa um pouco desagradável seja ter que ler o ensaio inteiro e depois voltar para ler os dois pedaços abaixo dele, mas eles são curtos e rápidos. Eis um trecho:

"Leio o trabalho de outros escritores, leio as passagens de densa descrição que eles compõem com grande esmero e trabalho com o propósito de evocar espetáculos imaginários diante do olho interno e meu coração vai a pique. Eu nunca fui muito bom em evocar o real, e tenho ainda menos estômago para a tarefa agora. A verdade é: eu nunca derivei muito prazer no mundo visível, não sinto com grande convicção a necessidade de recriá-lo com palavras."


Sobre a vida de escritor

19.12.07

Life and times o Michael K.

Se o Daniel perguntasse qual o melhor livro que li nestes últimos dias, diria que foi Life and Times of Michael K. do J.M. Coetzee. Tenho fases de leitura e às vezes leio vários livros de um mesmo autor um atrás do outro. Atualmente é o Coetzee, um autor sul-africano que mora na Austrália. O livro em questão foi publicado em 1983, vinte anos antes dele ganhar o Nobel, mas é muito bom! Comecei com Disgrace, provavelmente seu livro mais aclamado, e continuei com suas obras mais recentes (Elizabeth Costello, Master of Petersburg, Slow Man), agora faço o caminho inverso (antes de seguir com esse projeto, entretanto, lerei Diary of a bad year).

Life and Times of Michael K. conta a história de Michael, filho de uma empregada doméstica que nasceu com lábios leporinos e algum retardo mental. Ele cresce em uma instituição para portadores de deficiência, entra para o serviço público e vira jardineiro na cidade do Cabo. Ele está com trinta anos, sua mãe está doente e a África do Sul está em guerra. É nesse cenário que Michael parte carregando sua mãe em uma carriola improvisada em direção ao interior do país. A viagem é árdua, sua mãe morre no caminho, mas Michael prossegue em uma viagem marcada por suas estadas escondido na estepe ou nas montanhas, alimentando-se de insetos, pequenos animais e raízes, e passagens por campos de trabalhadores e hospitais. Michael é um personagem tocante, como alguém descreve bem, ele é um ser original, que vive alheio à guerra, sem preocupações maiores do que observar as coisas ao seu redor de forma impassível.


Eis como o próprio Michael descreve sua vida:

"Em todos os lugares para onde vou, há pessoas esperando executar suas formas de caridade em mim. Todos esses anos e eu ainda trago o ar de um órfão. Elas tratam-me como as crianças de Jakkalsdrif que estão dispostas a alimentar porque ainda são muito jovens para ser culpadas de qualquer coisa. Em troca, elas esperam apenas um gaguejo de agradecimento das crianças. De mim, elas esperam mais, porque estive mais tempo no mundo. Elas desejam que eu abra meu coração e conte a história de uma vida vivida em jaulas. Elas querem ouvir sobre todas as jaulas nas quais vivi como se eu fosse um papagaio, ou um rato, ou um macaco. E se eu tivesse aprendido a contar histórias em Huis Norenius ao invés de descascar batatas e a fazer somas, se tivessem feito com que praticasse a história da minha vida todos os dias, vigiando-me com uma vara até que eu conseguisse fazer isso sem cometer erros, eu poderia satisfazê-las. Eu teria contado a história de uma vida em prisões nas quais eu permanecia dia após dia, ano após ano, com a testa contra a grade e os olhos perdidos na distância, sonhando com experiências que nunca teria, onde os guardas xingavam-me e chutavam meu traseiro e mandavam-me esfregar o chão. Quando minha história terminasse, as pessoas balançariam a cabeça, teriam pena, sentiriam raiva e ofereceriam comida e bebida; as mulheres me levariam para suas camas e me acalentariam no escuro. Entretanto, a verdade é que fui um jardineiro, primeiro para a Câmara, depois para mim mesmo, e jardineiros passam seu tempo com o nariz no chão."

14.12.07

Últimas novas

Mais uma estada relâmpago em SP, O. tinha uma confraternização e eu precisava pegar a câmera que ficou na assistência técnica. Foi minha segunda Canon com defeito no sensor de imagem, várias câmeras tiveram que fazer um "recall" por causa desse problema no mundo todo, eu tive um duplo azar, ao menos nada nunca foi cobrado. Na primeira vez, deram-me uma câmera nova equivalente no lugar da defeituosa porque eles não tinham a peça. Desta vez foi diferente e a minha câmera foi consertada, fiquei feliz, pois gosto muito dela.

Por falar em SP, a cidade está um inferno. Voltar lá, só depois das festas, está tudo lotado, gente saindo pelo ladrão!

Comi meu primeiro alfajor Havanna, comprei dois apenas para provar e matar a curiosidade. Para ser sincera, não achei nada demais, bem feito, mas não ganha de uns pães de mel recheados com doce de leite que comprava em uma banca de jornal na rodoviária da cidade em que estudava no colegial... rs

Almocei no Le petit Trou (R. Vupabussu, 71, Pinheiros) e senti na pele o que está no nome da casa, o lugar é bem apertado! Como havia uma confraternização no salão do primeiro andar, fomos parar em um pequeno cubículo no segundo andar onde nos esprememos com mais quatro pessoas. Acho que em um dia normal, dá para ter mais conforto. A comida é boa e bem feita. A rolha é cara, minha sogra levou o vinho apesar de saber que ela desembolsaria R$40,00. Na rápida passada de olhos pela carta de vinhos, vi basicamente franceses importados pela Mistral e alguns brasileiros (Chandon, Marson, Pizzato, Rio Sol).

Por fim, uma dica literária: o Daniel publicou um post com uma lista das melhores leituras de 2007 elaborada com a colaboração de diversas pessoas, inclusive desta que vos escreve, passem por lá!

10.12.07

Dedicatória

A Mary com certeza ficaria surpresa em saber que o livro que ela deu para seu pai veio parar aqui no Brasil...

9.12.07

Bolo de frutas da Patricia

Outro belo bolo de frutas, receita do Simply Recipes. Como recomendado, molhei o bolo com um pouco de uísque, enrolei com filme plástico e deixei na geladeira para comê-lo mais perto do Natal, claro que dois dias depois alguém teve que provar uma fatia para acalmar as lombrigas...

O bolo está muito bom, mas o sabor do uísque ainda está bem forte, acho que na próxima semana ele deve estar mais "arredondado".

Bolo de frutas da Patricia

1 c chá de bicarbonato de sódio
1 x de creme azedo (*)
1 x de tâmaras picadas
2 x de passas sem sementes
1/2 x de cerejas glaçadas (usei o resto das frutas cristalizadas que tinha em casa)
1 x de nozes
2 x de farinha (divididas em 1/4x e 1 3/4 x)
1/2 x de manteiga à temperatura ambiente
1 x de açúcar
1 ovo à temperatura ambiente
raspas da casca de 1 laranja
1/2 c chá de sal

(*) Misture 250 ml de creme de leite fresco com 1 colher de sopa de sumo de limão numa tigela de vidro e misture até engrossar. Se não for usar na hora, guarde na geladeira.

Preaqueça o forno à 160g. Em um recipiente pequeno, misture o bicarbonato de sódio e o creme azedo, reserve.
Combine as tâmaras, passas, cerejas e nozes e 1/4 x de farinha e misture bem para que as frutas fiquem cobertas pela farinha. Reserve.
Bata o açúcar e a manteiga. Adicione o ovo, as raspas de laranja e a mistura de creme azedo com bicarbonato de sódio. Adicione a farinha e o sal e mexa bem. Coloque as frutas e misture bem.
Despeje a massa em uma forma de bolo inglês e asse por cerca de uma hora e meia ou duas horas, ou até que um palito inserido no centro do bolo saía limpo. Coloque uma assadeira com água no forno (na grelha debaixo), reponha a água caso necessário enquanto o bolo assa. (Eu me esqueci de fazer isso!).
Enrole o bolo em folhas de alumínio e filme plástico para armazenar. Se quiser, você pode molhá-lo com um pouco de uísque (ou algum licor, acho que algo com amêndoas deve ser uma ótima opção!), especialmente se quiser armazená-lo por algum tempo.

Rende um bolo.

Nota: Forre a forma com papel manteiga/vegetal untado, corte-o de modo que ele cubra os lados da forma e ainda sobre um pouco nas bordas. Assim, quando for desenformar o bolo, bastará puxá-lo pelas pontas do papel.

1.12.07

Bolo de frutas com chocolate

Fazia muito tempo que desejava preparar a receita de bolo da Sheila (na verdade, desde que o provei no encontro blogger, estava morrendo de vontade de assá-lo em casa). Assim como a Giovana, eu resolvi fazer bolos menores para presentear, a massa rendeu seis muffins grandes. Comi um ou dois e eles saíram como eu me lembrava, deliciosos!

Bolo de frutas com chocolate

4 ovos
1/2 xícara de óleo
2 col. sopa de manteiga em temperatura ambiente
2 xícaras de açúcar (1 de mascavo)
2 xíc de farinha de trigo
1 col sobremesa de fermento em pó
1 col café de cravo em pó
1 col café de canela em pó
Pistilos de 3 sementes de cardamomo
3 maçãs sem casca cortadas em cubinhos
Uva passa, frutas cristalizadas, cereja picada e gotas de chocolate a gosto

Bata no liquidificador os ovos, o óleo e a manteiga. Aos poucos, junte os ingredientes secos - menos as frutas - e bata novamente (se a massa pesar muito, misture à mão).
Despeje a massa em uma vasilha e junte as frutas misturando delicadamente com uma colher.
Depois acrescente o chocolate picado.
Asse em fôrma de bolo ingles untada e polvilhada com uma mistura de açúcar e canela. Importante assar vagarosamente, em fogo baixo, pois a massa é pesada e pode tostar por fora e ficar crua por dentro.

29.11.07

Lombo de porco recheado com frutas secas

Tivemos um compromisso em SP na quarta, mas como não podíamos entrar na cidade naquele dia da semana, por causa da placa do carro e do rodízio, passamos a noite de terça para quarta em um hotel. Já disse que começo a odiar hotéis, não é mesmo? Não consigo dormir e sempre tenho que fazer algumas equações mentais para pensar no que comer em território estranho. Outro fenômeno bizarro que nos acomete quando estamos nos quartos de hotéis é ficarmos passando de um canal para o outro sem pararmos em nenhum e acabarmos vendo pedaços de programas que normalmente não veríamos em casa, foi em um desses momentos de puro tédio que O. parou em um canal da rede aberta no qual estavam preparando uma receita de lombo recheado, havia um cozinheiro e uma mulher loira (acho) com cabelos compridos (então não era a Ana Maria Braga). Antes que O. mudasse de canal, decorei o seguinte e coloquei em prática:

"Abra um lombo em forma de manta (dá um certo trabalho, é como fazer um rocambole ao contrário, procure não fazer buracos), tempere com suco de limão, sal, pimenta, alho e gengibre picadinho. Deixe nesse molho por 12 horas."

Vi que o recheio levava tâmaras e castanhas do pará batidas no processador, mas aí já não pude ver mais detalhes porque a paciência do O. acabou. Terminei a receita do meu jeito, recheei com damascos e tâmaras sem caroço inteiros, enrolei, amarrei com um barbante, coloquei em uma forma na qual adicionei meia xícara de água (isso eu vi no programa), cobri muito bem com uma folha de papel alumínio e levei para assar em fogo médio/baixo por 2 horas, retirei o papel e deixei dourar regando com o caldo por mais uns 30 min. Ficou muito bom! (Mas se alguém tiver visto o programa, poderia me passar a receita do recheio?). O que achei que fez mesmo a diferença foi adicionar o gengibre no tempero.

27.11.07

Congelando livros

Não é que eu não esteja cozinhando, cozinhar é uma necessidade, mas não tenho feito nada demais e também não ando com aquela gana de ficar entre panelas ou de procurar receitas novas para testar. É uma fase ("temos fases como a Lua", já escreveu a Cecília) e também tenho procurado ficar menos tempo na blogosfera e adjacências.
Comecei a limpeza de final de ano e também dei um trato na minha pessoa, resolvi cortar os cabelos, algo que não fazia há pelo menos meio ano. Odeio cortar os cabelos e imagino que os cães levados para a tosa devam se sentir como eu me sinto enquanto alguém com uma tesoura fica mexendo na minha cabeça, um pouco infeliz, mas resignada. Acho que ficou bom, mas decidi usar uma franja e ela exigirá manutenção constante, algo chato, mas posso cortar eu mesma ou deixar crescer.


Tenho lido, isso sim. E estou animada para ler em alemão, não que tenha me tornado assim fluente, mas estou melhorando. Peguei os livros da foto na escola , eles foram doados e na hora do intervalo no sábado passado, havia um monte à disposição dos alunos, era escolher, pegar e levar. Não havia muitas obras de autores alemães, mas consegui encontrar alguma coisa. Chegando em casa, coloquei os volumes dentro de um saco tipo
ziplock e deixei no freezer de um dia para o outro, esse é um bom procedimento para matar traças e carunchos e uma boa prática caso você goste de comprar livros em sebos e tema uma infestação na sua biblioteca. Não me lembro onde aprendi isso, sei que li em algum lugar, mas a idéia é ótima.



21.11.07

Meme pessoal

Sou uma daquelas pessoas que não resistem ao impulso de falar um pouco sobre si mesmas...

01- Que horas são? 20:26h.
02- Nome? Karen
03 - Quantidade de velas no teu último aniversario? 30
04 - Tatuagens? Não, apesar de às vezes ficar tentada a fazer uma bem discreta...
06 - Piercings? Não.
07 - Já foi à África? Não, mas sempre tive vontade de conhecer o Egito e o Marrocos.
08 - Já ficou bêbado? Bêbada mesmo, não.
09- Já chorou por alguém? Sim.
10 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro? Infelizmente, sim.
11- Peixe ,carne ou frango? Peixe ou frango, procuro evitar carne vermelha.
12 - Música preferida? Várias, nem dá para dizer qual é a preferida.
13- Cerveja ou Champanhe? Champanhe!
14 - Metade cheio ou Metade vazio? Depende do meu humor.
15 - Lençóis de cama lisos ou estampados? Lisos.
16 - Filme preferido? Vide lista do perfil.
17 - Flor(es)? Com exceção dos crisântemos (que sempre associei aos cemitérios) gosto de todas.
18 - Coca-Cola simples ou com gelo? Antigamente, sem gelo e sem gás (argh!), mas faz tempo que não bebo refrigerante.
19 - De que pessoa recebeu esse e-mail? Vi o meme no blog da Akemi.
20 - Quem dos teus amigos vive mais longe? A Akemi!
21 - O melhor amigo? Meu marido.
22 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido? Não sei.
23- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender? Duas, na terceira cai na secretária eletrônica.
24 - Qual a figura do seu mouse-pad? Não uso mouse-pad.
25 - CD preferido? Atualmente, Miracle of five da Eleni Mandell.
6 - Mulher bonita? A imperatriz do Japão é meu modelo de beleza feminina.
27- Homem bonito? Varia muito!
28 - Pior sentimento do mundo? Inveja.
29 - Melhor sentimento do mundo? Satisfação pessoal.
30 - O que uma pessoa não pode ter para ficar com você? Falsidade.
31 - Qual o primeiro pensamento ao acordar? "O que eu tenho que fazer hoje?"
32 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria? Não sei, talvez um turista fazendo uma refeição em um daqueles hotéis que tem vista para um cenário deslumbrante em outro canto do mundo.
33 - O que você nunca tira? Aliança.
34 - O que é que você tem debaixo da cama? Um ou outro par de sapato.
35 - Qual a pessoa que talvez não te responda? Muita gente.
36 - Aquele que com certeza vai te responder? ...
37 - Quem gostaria que te respondesse? Todos.
38 - Uma frase: "Variedade é o tempero da vida".
39 - Que dia é hoje? 21/11/2007
40 - Qual livro vc está lendo? The Naked Heart do Peter Gay e as Mil e uma noites.
41 - Uma saudade: de alguns momentos com alguns amigos.
42 - Uma característica tua: ansiedade.

20.11.07

Cookies de aveia e mel

Receita da Food Network. Queria algo nutritivo e gostoso para beliscar de vez em quando. Achei a receita muito boa e bastante versátil. Usei um pouco menos de manteiga e os meus cookies saíram mais "gordinhos" e não esparramados como os da foto do site.

Cookies de aveia e mel

3 c sopa de manteiga à temperatura ambiente (usei pouco mais de metade disso)
1/2 x de açúcar mascavo
1/4 x de mel
1 ovo
1 c sopa de água
1/2 x de farinha (usei integral)
1/2 c chá (rasa) de sal
1/4 c chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 x de aveia em flocos mais finos
Qualquer quantidade de: tâmaras picadas, passas, figos secos, gotas de chocolate, nozes, etc. (Você escolhe o que quiser! Eu usei nozes, castanha de caju e damascos)

Preaqueça o forno à 180C. Unte uma forma grande ou forre-a com papel manteiga ou papel alumínio.
Bata a manteiga, o açúcar mascavo, o mel, o ovo e a água. Peneire os ingredientes secos e adicione a aveia. Misture os ingredientes secos com a mistura de manteiga e açúcar e mexa bem. Coloque os ingredientes adicionais que tiver escolhido, modele os cookies ou derrube colheradas da mistura na forma e asse por 12-15 minutes. Deixe esfriar.

16.11.07

Meme cultural

Vi o meme no blog da Maria Helena e tive que responder!

Último livro comprado
Apesar de gostar de ler, não costumo comprar muitos livros, quer dizer, raramente compro livros e quando compro, geralmente são dicionários ou livros de gramática de línguas estrangeiras (minhas últimas aquisições foram livros de verbos espanhóis e italianos), sou mais prática nesse aspecto. A compra de literatura cabe ao O.
Estou lendo agora
Der Prozess, Franz Kafka. ("Lendo" é maneira de dizer, pois vou devagar quase parando, cansa ficar procurando palavras no dicionário. Na verdade é uma releitura para praticar o alemão.)


Les mille et une nuits, estou no segundo volume, também devagar, após umas mil e quinhentas páginas, meu pique diminuiu.


Número de livros que tenho


Como não compro, tenho bem poucos livros MEUS, mas a biblioteca do O. é suficientemente grande para que eu deteste a época em que preciso limpá-la. (O. adora ter livros e também é um leitor voraz e ciumento, daqueles que não emprestam e não vendem para ninguém, nem mesmo membros da família, acho que eu fui a única exceção à regra e por isso tivemos que nos casar.)


Três livros que significam muito para mim

Os colegas da Lygia Bojunga Nunes, Contos do Andersen, O país das Neves (Kawabata)


Últimos filmes que vi


No cinema: Acho que foi Sin City (como podem perceber, não vou muito ao cinema...)
Na tv: Elsa e Fred, uma graça de filme.

Filmes que significam muito para mim


Imensidão Azul (Luc Besson); O pássaro azul (Walter Lang); (ops, quanto azul!); Comer, beber, viver (Ang Lee); A excêntrica família de Antônia (Gorris), Rapsódia em agosto (Kurosawa), O casamento de Muriel (Hogan).


Último cd que comprei


Quando foi que comprei meu último cd? Não me lembro... Acho que foi uma coletânea de música cubana...

Música que estou ouvindo agora


Eleni Mandell
e Edith Piaf

Três músicas que significaram muito para mim
Bebida Favorita

Água
Personagem favorita
A Jô de "Pequenas Mulheres" da Louisa May Alcott.
Férias favoritas
São Sebastião (litoral norte de SP) na casa de uma tia quando era criança.
Vício favorito
Doces

Aqui fica o meme para quem quiser responder!

12.11.07

Pavê de maracujá com chocolate da Sheila


A sobremesa do almoço foi pavê de maracujá com chocolate da Sheila. Este não precisa de comentários, DELICIOSO! Todo mundo adorou! Obrigada, Sheila!

(Eu só não usei o chantimix, fiz o chantilly com creme de leite fresco.)






Pavê de maracujá com chocolate da Sheila


Ingredientes:

1 1/2 pacote de biscoito de leite (ou q.b. para as camadas)
170 grs de chocolate ao leite picado em quadradinhos (com chocolate branco também deve ficar ótimo)

 
Creme de maracujá
 
1 lata de leite condensado
1 caixa de creme de leite (ou 1 lata sem soro)
1/2 xícara de suco de maracujá concentrado
 
 
 
Chantilly

2 caixas de chantimix (deixe na geladeira por umas 2h antes de usar), ou creme de leite fresco
4 col (sopa) açúcar


Geléia de maracujá

1/2 xícara de suco de maracujá concentrado
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água
2 col. (sopa) de amido de milho
Polpa de 1/2 maracujá com as sementes



1. Faça o creme de maracujá misturando todos os ingredientes em uma vasilha até ficar homogêneo. Reserve na geladeira.

2. Enquanto isso, faça a geléia da seguinte forma: dissolva o amido de milho na água e junte com o açúcar e o suco de maracujá numa panela, mexendo bem até dar ponto (fogo baixo). Acrescente a polpa do maracujá, misture bem, apague o fogo e deixe esfriar.

3. Para o chantilly, bata as duas caixas de chantimix (geladas) com as 4 colheres de açúcar até dobrar de volume (velocidade alta por uns 5 minutos, depois velocidade baixa até dar ponto). Reserve na geladeira.


Montagem:

Em uma vasilha de vidro larga e alta, coloque um pouco do chantilly na base para grudar os biscoitos. Depois siga esta ordem para as camadas: biscoitos - creme de maracujá - chocolate - chantilly - biscoitos.... até terminar.

A última camada deve ser a de geléia, para finalizar o pavê.

Deixe na geladeira até o momento de servir.



10.11.07

Sequilho

Receita colocada no Fórum do Cybercook pela Geni Gimenez, meus primeiros sequilhos e posso afirmar que foram os melhores que comi! São extremamente crocantes e leves, fiz há quatro dias e ainda estão ótimos! Fiquei muito contente com o resultado e ainda mais feliz pela receita usar polvilho doce ao invés de amido de milho como a maioria das que encontrei em minhas buscas anteriores.

Sequilho da Geni

1/2 x de manteiga à temperatura ambiente (cerca de 100g)
1 ovo

8 c sopa de açúcar

1 pitada de sal

1 c chá de fermento em pó

cerca de 2 1/2 x de polvilho doce (adicione mais caso necessário)


Preaqueça o forno à 180C. Bata na batedeira a manteiga (reserve 1 c sopa para untar a forma, eu acabei forrando com uma folha de papel alumínio), o ovo, o açúcar, o sal e o fermento por 3 minutos. Aos poucos, junte o polvilho e amasse com as mãos. Sove por 10 minutos, ou até que a massa fique macia, firme e lisa. Modele bolinhas e, com a ajuda de um garfo, pressione a massa formando sulcos. Coloque as bolinhas em uma assadeira grande, untada com a manteiga reservada. Leve ao forno por 15 min ou até que os sequilhos dourem. Retire do forno e, assim que amornar, desenforme com cuidado. Sirva com café adoçado com rapadura.

Dicas da Geni: a massa do sequilho deve ser muito bem sovada. Quanto mais for sovada, melhor será o resultado. O sequilho ficará leve e delicado. Este não fica "emborrachado".


31.10.07

Torta de bacalhau "Daboana"



Receita que a Madalena Saifi colocou no Forum do Cybercook. Uma forma diferente de preparar bacalhau, ficou gostoso.



Torta de bacalhau "Daboana"

Purê:
2 kg de batatas cozidas e espremidas
2 c. sopa de manteiga derretida ou amolecida
1 lata de creme de leite
sal e noz moscada a gosto


Faça um purê batendo tudo no processador (eu apenas misturei bem os ingredientes) até obter uma massa lisa e homogênea.

Recheio:
1/2 kg de bacalhau (demolhado e desfiado)
Refogar alho e 2 cebolas em 5 ou 6 c sopa de azeite. Junte 1/2 kg de tomates picados sem peles e sem sementes. Adicione 1 lata de ervilhas, 1/2 x de azeitonas picadas (usei verdes), 3 c. sopa de catchup (não usei), cheiro verde, coentro, manjericão e alecrim a gosto (coloquei só um pouco das duas últimas ervas, pois elas são mais fortes).
Junte o bacalhau e deixe ferver. Acrescente pimenta do reino e orégano a gosto. Retire do fogo e junte 1 vidro de palmito picado.

Montagem:
Unte um pirex com manteiga e coloque metade do purê de batatas, o refogado de bacalhau e o restante do purê. Cubra com papel alumínio e leve para assar, quando estiver quase pronto (bem aquecido), retire o papel alumínio e coloque fatias de ovos cozidos, azeitonas e rodelas de palmito para decorar. Cubra com mussarela em fatias ou ralada (polvilhei queijo parmesão ralado) e leve ao forno novamente para derreter e dourar.

Se quiser, é possível substituir o bacalhau pelo camarão, mas a Madalena recomenda que se refogue o camarão em um pouco de azeite antes de acrescentar ao refogado, pois ele solta muito líquido. Se colocar o camarão diretamente no refogado, será necessário adicionar um pouco de farinha ou maisena para engrossá-lo.

27.10.07

A caverna do cão amarelo

Vi este filme/documentário sobre uma família de pastores nômades da Mongólia na semana passada e gostei muito. Uma história simples em um cenário deslumbrante. Espero encontrar o filme anterior da mesma diretora, "The Story of the weeping camel" (os títulos parecem saídos de fábulas!).

8.10.07

Bolo inglês de maçãs

Vi a receita no blog da Auntie Jo, ela é de um livro de Nigel Slater, o Kitchen Diaries, que eu também tenho, achei tão apetitoso que resolvi experimentar e não me arrependi, realmente gostoso e muito simples!


Bolo inglês de maçãs

130g de manteiga
130g de açúcar
3 maçãs descascadas e cortadas em cubinhos
suco de meio limão
1/2 c chá de canela em pó
2 c sopa de açúcar demerara ou mascavo
2 ovos
130g de farinha (acabei adicionando 30g de farinha de centeio, por isso a massa ficou mais escura)
1 c chá de fermento
3 c sopa de farinha de rosca (não usei, se puder, rale um pão amanhecido e empregue, pois a farinha de rosca comercial é meio ruinzinha)
açúcar demerara ou mascavo

Preaqueça o forno à 180C. Forre o fundo de uma forma quadrada de cerca de 24 cm com papel manteiga. O Nigel recomenda que a folha de papel forre a forma toda, inclusive os lados, para que baste levantá-la para retirar o bolo inteiro. (Não fiz isso, mas fica a dica).

Misture as maçãs picadas com o suco de limão, a canela e as 2 c de sopa de açúcar demerara ou mascavo. Reserve.

Bata o açúcar com a manteiga até que a mistura fique fofa. Adicione os ovos um a um. Adicione a farinha peneirada com o fermento e misture. Coloque essa massa na forma preparada, espalhe as maçãs sobre ela, polvilhe a farinha de rosca e, caso deseje, um pouco mais de açúcar demerara ou mascavo.
Asse por cerca de 55 min. Deixe esfriar por 10 min antes de desenformar.
Sirva morno (com uma bola de sorvete, quem sabe?)

1.10.07

Dica: como descobrir se o seu mel não está "melado"

Ontem eu assisti ao Globo Rural, um de meus programas favoritos, e havia uma reportagem sobre falsificação de mel. Os falsificadores fazem uma imitação de mel usando açúcar, essência e amido e a chance de estarmos comprando esse "xarope" ao invés de mel puro é muito grande. Felizmente, na reportagem, também ensinaram como fazer um teste simples para verificar se o aquilo que compramos é mel ou não!
Basta dissolver uma colher de sopa do mel na mesma quantidade de água, pingar três gotas de tintura de iodo (dessas vendidas nas farmácias), misturar e comparar a cor, se ela não mudar, é mel puro, se ficar mais escura, é porque houve uma reação com o amido e o produto é falsificado. Útil, não é mesmo?

29.9.07

Livros

A simpática Migas convidou-me a participar de uma pequena brincadeira que consiste em pegar um livro, o primeiro, sem poder escolher, abrir na página 161, procurar a quinta frase completa, transcrevê-la no blog e convidar 5 pessoas a fazer o mesmo.

Eu confesso que trapaceei um pouco, o livro mais próximo era
O Processo do Franz Kafka (olha a coincidência!) em alemão que deixei ao lado do micro para ler quando tivesse mais domínio da língua, acontece que quando procurei a tal frase na página 161, descobri que precisaria procurar algumas palavras no dicionário para fazer uma tradução e preferi pegar um outro livro na prateleira, perdão...

O livro é
The setting sun do Osamu Dazai:

  "E no entanto, sinto que se eu morrer mantendo o segredo absoluto e deixar o mundo com ele encerrado em meu peito, quando meu corpo for cremado, o interior de meu peito permanecerá com um odor de umidade e não será queimado."

Deixe-me ver Maria Helena, Azalea, Marizé, Silvia Arruda e Laila, que me dizem? Querem participar?



26.9.07

Fui e já voltei

Este post é só para manter a coerência do blog, como disse que iria para São Carlos, achei que deveria informar que já fui e voltei da cidade. Foi uma viagem malfadada, lamento dizer. Deveríamos ficar por lá durante toda a semana, mas fomos na segunda e voltamos ontem mesmo. A apresentação de O. era na segunda à tarde e ele assistiria às outras apresentações de colegas nos outros dias, enquanto isso, eu ficaria livre, leve e solta para fazer o que tivesse vontade, mas isso só aconteceu no primeiro dia. Enquanto O. labutava, eu passeava. Dei uma volta por alguns quarteirões e voltei para o hotel porque algumas gotas de chuva começaram a cair (infelizmente, chover que era bom, não choveu).

A noite foi nossa desgraça, O. quis fugir da minha dieta e comeu coisas mais gordurosas do que estava acostumado, sentiu-se mal e não conseguiu dormir, eu não consegui dormir porque assim que retirei o edredom da cama e coloquei a cabeça sobre o travesseiro, senti o maior bodum do mundo em um ponto do colchão (exatamente onde minha cabeça ficava), fiquei quieta, porque senão O., que já não estava bem, teria um ataque e corria o risco de ter que fazer as malas naquele instante. Sabia que não daria para trocar de quartos e eu não tinha ânimo para chamar alguém para trocar o forro que cobria os colchões e os lençóis, já estava de pijama e cansada, cobri tudo com um cobertor, mas claro que não consegui dormir lembrando daquele odor nauseabundo e fiquei deitada no sofá. O. estava tão absorvido em seu próprio sofrimento que não se importou com minhas excentricidades. Em suma, estávamos acabados de manhã e só queríamos voltar para nossa casa e nossa cama.


Não deu para conhecer a cidade como queria, comemos nos lugares que achamos abertos, era segunda-feira e muitos estabelecimentos estavam fechados. Na volta que dei, descobri que a cidade possui muitas lojinhas de artesanato e a impressão geral é a de que São Carlos é bem simpática. Há casarões antigos espalhados no centro e uma bonita catedral com um domo amarelo enorme que pode ser visto de longe. Uma exploração mais detalhada ficará para uma próxima oportunidade.

23.9.07

Curry de frango com manjericão e leite de coco

Acho que ninguém tem dúvidas de que eu adoro curry, não é mesmo? É um de meus pratos preferidos, basta pensar em um bom curry com um pouco de arroz para que eu fique salivando...
A receita é da Elise do Simply Recipes, uma delícia!!!



 

Curry de frango com manjericão e leite de coco
 
1/2 c chá de sal
1/2 c chá de coentro moído
1/2 c chá de cominho em pó
1/2 c chá de cravo da índia em pó
1/2 c chá de canela em pó
1/2 c chá de cardamomo moído
1/2 c chá de pimenta do reino moída
1/4 c chá de chili em pó
1/4 c chá de cúrcuma
1/2 kg de coxas e sobrecoxas de frango dessossadas
1 cebola grande picada (cerca de 1 x)
5 dentes de alho picados
2 pimentas jalapeño, sem sementes, picadas (não usei)
2 c sopa de azeite
400ml de leite de coco
2 c chá de amido de milho
1 c chá de molho inglês
3 c sopa de folhas de manjericão picadas
1 c sopa de gengibre fresco picado

Misture o sal, coentro moído, cominho, cravo moído, canela, cardamomo, pimenta do reino, chili e cúrcuma em um recipiente e reserve.

Limpe o frango, corte em pedaços pequenos, coloque em uma tigela e polvilhe a mistura de especiariais sobre eles. Misture para envolvê-los nos temperos e deixe descansar por 30 min à temperatura ambiente ou por 1-2 h na geladeira.


Aqueça 1 c sopa de azeite em uma frigideira grande. Adicione a cebola picada e o jalapeños e refogue por 3 min. Adicione o alho e refogue por mais 1 min. Retire as cebolas, pimenta e alho da frigideira e coloque em algum recipiente. Reserve. Use a mesma frigideira para a próxima etapa.


Adicione 1 c sopa de azeite na frigideira em temperatura média. Adicione metade dos pedaços de frango e doure os pedaços espalhando-os bem para que não fiquem amontoados. Depois que eles estiverem cozidos, sem partes róseas, retire-os da frigideira e junte-os à mistura de cebolas reservada. Faça o mesmo com a outra metade da carne de frango.


Adicione o leite de coco, menos algumas colheradas, à frigideira. Em um recipiente pequeno, misture as colheradas de leite de coco reservada com o amido de milho para que este se dissolva. Coloque essa mistura na frigideira com o leite de coco e cozinhe em fogo médio mexendo até que fique espesso e comece a ferver. Adicione o molho inglês. Adicione a mistura de frango com cebolas, o manjericão e o gengibre picados e cozinhe por mais 2 min.


Sirva com arroz cozido.


20.9.07

Peixe com chermoula

Receita da Valentina. Precisava variar um pouco as minhas receitas com peixe. Ela irá agradar todos os amantes das especiarias, a cozinha é invadida por seus aromas! Ficou muito bom!

Peixe com chermoula

Chermoula (marinada)
1 xícara de chá bem cheia de salsinha picada grosseiramente

1 xícara de chá bem cheia de coentro picado grosseiramente

3 dentes de alho picados
½ cebola picada
2 pimentas dedo de moça sem sementes
2 colheres de chá de páprica doce

2 colheres de chá de cominho em pó
2 colheres de chá de coentro em pó
2 colheres de sopa de suco de limão
½ xícara de chá de azeite de óleo

 
Você pode colocar todos os ingredientes num pilão mais um pouco de sal marinho e esmagar bem, até formar uma pasta. Ou colocar tudo num processador (foi o que fiz). Lambuze os pedaços de peixe nesta marinada e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos. 

Prepare os ingredientes para o molho do peixe – se usar uma quantidade inferior de peixe ajuste a quantidade dos temperos:

750g de peixe cortado em pedaços (carne branca e firme)
Azeite de oliva para o molho
1 cebola grande cortada em rodelas
2 colheres de chá de coentro em pó
1 colher de sopa de cominho em pó
2 colheres de chá de gengibre em pó
Uns fiapos de açafrão (usei cúrcuma em pó)
Um pedaço pequeno de canela em pó
1 folha de louro
1 ½ xícaras de caldo de peixe


Esquente o azeite de oliva e doure a cebola. Acrescente o coentro, cominho e gengibre e mexa por um minuto, até que o perfume das especiarias comece a exalar. Acrescente o açafrão, a canela, a folha de louro, e tampe deixando cozinhar por 10 minutos em fogo baixo. Ponha o peixe na panela e cubra, deixando cozinhar por mais uns 10 minutos novamente, até que o peixe fique pronto. Ajuste o sal. Salpique com folhinhas de coentro antes de servir.


18.9.07

Bolo de polvilho

Estava com um pacote de polvilho doce para vencer e resolvi procurar uma receita para usá-lo. Lembrava que o Marcelo Katsuki tinha publicado uma receita interessante e que a Eliana a tinha repetido, mas dei uma olhada e vi que ela levava apenas uma xícara de polvilho e eu precisava de uma que levasse mais. Encontrei esta aqui e resolvi experimentar.

O bolo ficou ótimo! Ele murcha um pouco depois de assado e tem uma forma esquisita, mas é delicioso! Cascudo, no bom sentido, crocante e macio por dentro! Ele é irresistível logo depois de assar, não conseguia parar de beliscá-lo!

Bolo de polvilho

 
3 ovos
1 pitada de sal
1 pitada de açúcar refinado
3/4 xícara de óleo
1/4 xícara de água
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
2 xícaras de polvilho doce
 
Bata todos os ingredientes no liqüidificador até misturar.
Coloque essa mistura em forma de buraco no meio, de 24 cm de diâmetro, bem untada.
Leve para assar em forno quente, preaquecido por 30 minutos, ou até dourar levemente.
Ele murcha após sair do forno.
Desenforme ainda quente.
Sirva com patê de presunto ou requeijão.
Sozinho também é uma delícia, mas pode ser um acompanhamento para carne assada, ensopados, ou no café da manhã, com geléia e doces em calda.


12.9.07

Meme: Sete momentos

A Akemi convidou-me a responder este meme sobre sete momentos marcantes de minha vida. Ei-los:

1. A primeira vez em que enfrentei o escuro. Tinha uns quatro anos e meus pais moravam em uma casa no sítio da família de minha mãe, a casa do meu avô ficava um pouco afastada e eu morria de medo de percorrer o caminho que ia de uma à outra no escuro. Uma noite, tomei coragem e fui e voltei de um lado para o outro várias vezes, até chamei meu avô para conferir meu feito. (Isso não impediu que eu precisasse dormir com alguma luz acesa por vários anos mais).

2. Ver o mar pela primeira vez. Tinha uns oito, nove anos, a família inteira saiu de casa de madrugada na brasília azul do meu pai. Fomos de farofeiros mesmo, com direito à bife à milanesa no pão francês e refrigerante de latinha. Até hoje me lembro do cheiro de carne dentro do carro. Chegamos em Caraguá de manhãzinha, quando estava clareando, paramos na primeira praia que encontramos e eu fiquei morrendo de medo daquele rugido que as ondas faziam quando se aproximavam da areia. Seguimos até São Sebastião e paramos em outra praia, a água era mais calma e eu e meus irmãos não resistimos e acabamos dentro da água com a roupa do corpo. Minha mãe nos lavou com água mineral e voltamos ainda com as roupas úmidas.

3. As noitadas jogando RPG, indo ao teatro, fazendo pequenas viagens, compartilhando sonhos, gastando horas de papo para o ar com alguns amigos do colégio.

4. Minha visita ao Pantanal. Foi o prêmio de um concurso promovido pelo Estadão e pela Fundação Boticário. Acompanhei o trabalho de uma bióloga que cuidava de araras azuis em pleno Pantanal. Íamos de um lado para o outro dentro de um toyota bandeirante e foi uma das coisas mais lindas que já fiz na vida! Passávamos pelas planícies semi-alagadas cheias de aves, víamos os jacarés na beira da água, remávamos, andávamos dentro d'água. Lindo, lindo! Sem falar nas araras azuis. Também foi a primeira vez que viajei de avião, fui até Congonhas de ônibus da minha cidade com uma mochila nas costas. Perdi minha primeira semana de aula na faculdade, mas valeu cada instante.

5. Minha viagem ao Japão. Passei um mês no país com uma bolsa de estudos. Conheci um pouco de Hiroshima, Osaka, Kyoto e Tóquio. Meu pai, que trabalhava em Okayama, levou-me para conhecer sua família em Chiba, foi uma experiência estranha, ver aquela avó enrugadinha e curvada, bem como meus tios e primos, pois nunca tínhamos tido qualquer contato. Ele também me levou para conhecer Nara pouco antes de minha viagem de volta, passamos parte do dia na cidade e nos despedimos em uma estação em Osaka. Foi triste, porque eu tinha acabado de me casar e quando ele voltasse, eu não estaria mais em casa.

6. Conhecer O.

7. Nosso casamento em um cartório só com as testemunhas em um dia de inverno com chuva.

Passo a bola para a Katia Mine, o Vitor Hugo, a Maria Helena e a Lara Leal (respondam se quiserem, of course!).

8.9.07

Bolo de chocolate com recheio de coco

 
Lembra o bolo bomba publicado pela Valentina, mas a receita é um pouco diferente. Eu a vi no 100% Açúcar, e a Fátima a encontrou em um blog francês. O bolo cresce bastante e é verdadeiramente delicioso. Recomendo! Fiz metade como a Fátima, mas coloco a receita inteira.







Bolo de chocolate com recheio de coco

 
350g de farinha
250g de manteiga à temperatura ambiente
250g de açúcar
12 c sopa de leite
6 ovos
1 c chá de essência de baunilha
2 c sobremesa (rasas) de fermento em pó (ou 1 c sopa rasa)
2 c sopa de cacau em pó (adicionei mais para que a massa ficasse mais escura)

Bata a manteiga com o açúcar, adicione as gemas uma a uma até obter um creme homogêneo. Adicione a essência de baunilha, a farinha, o fermento, o leite, o cacau. Misture muito bem. Bata as claras em neve e incorpore delicadamente à massa.



Para o recheio:
 

200g de coco ralado
200g de açúcar
1 c chá de essência de baunilha
2 claras
1 c sopa de amido de milho
5 c sopa de creme de leite (usei um resto de leite de coco)

Bata as claras em neve firme e adicione o resto dos ingredientes. Misture bem.
A mistura é bem granulosa, mas ela cresce enquanto assa e fica úmida!


Montagem:

 
Coloque metade da massa do bolo em uma forma untada e enfarinhada, espalhe o recheio de coco sobre ela e cubra com a massa restante. Asse à 190C até que ao se inserir a lâmina de uma faca em seu interior esta saía limpa.

É possível cobrir o bolo com um glacê de chocolate depois que ele esfriar.

6.9.07

Ignorância - Milan Kundera


Outro dia escrevi que li vários livros do Kundera e que não me lembrava dos enredos das histórias, era verdade, mas após ler Ignorância, acho que posso explicar um pouco melhor a razão de meus "brancos". As histórias do autor giram em torno de relacionamentos, identidade e sentimentos, são eles que ocupam o papel principal e , desta forma, torna-se difícil definir um "enredo" para seus romances. Agora, uma coisa tenho que admitir, Kundera escreve belamente. Neste livro, ele narra o retorno de Irena e de Josef à República Tcheca após vinte anos de exílio em outros países da Europa e mostra como as pessoas que os conheceram olham para os dois como se fossem uma espécie de desertores e procuram fazer de conta que os últimos vinte anos de suas vidas não existiram. Kundera também fala sobre como muito nos relacionamentos humanos é baseado em equívocos:

"Imagine os sentimentos de duas pessoas que se encontram novamente após muitos anos. No passado, elas ficaram algum tempo juntas e portanto acham que estão unidas pela mesma experiência, pelas mesmas recordações. Pelas mesmas recordações? É aí que os mal-entendidos começam: elas não possuem as mesmas recordações; cada uma retém duas ou três pequenas cenas do passado, mas cada uma possui as suas próprias recordações, elas não são parecidas, elas não se cruzam; elas não são comparáveis nem mesmo em termos de quantidade: uma pessoa lembra-se da outra mais do que esta se lembra dela; primeiro, porque a capacidade da memória varia entre os indivíduos (uma explicação que cada uma delas acharia ao menos aceitável), mas também (e isso é mais doloroso de se admitir) porque elas não possuem a mesma importância para cada uma delas. Quando Irena viu Josef no aeroporto, ela lembrava-se de cada detalhe de sua aventura do passado; Josef não se lembrava de nada. Desde o primeiro instante, seu encontro estava baseado em uma injusta e revoltante desigualdade."


4.9.07

Tomates secos

Finalmente fiz tomates secos em casa! Tomei coragem depois de ver a receita no blog da Cris e fiquei contente com o resultado, apesar do longo tempo no forno, os tomates saem ainda úmidos e suculentos, do jeito que gosto, pois acho os tomates secos industrializados muito duros. No final, nem os deixei de molho em azeite, eles foram consumidos rapidinho em sanduíches e saladas!

A Cris lançou um desafio, quem fizer os tomates secos secando-os ao sol e provar com fotos ganha um prêmio, eu não tenho toda a paciência necessária e a poeira que paira no ar nos últimos dias não me anima a fazer essa experiência, mas se alguém se interessar...

Tomates secos

30 tomates maduros (de preferência aqueles compridos tipo italiano, são menos ácidos)
2 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de sal (eu usei bem menos, apenas o salpiquei sobre os tomates)
ervas finas (ou outras ervas como tomilho, orégano, etc)
8 dentes de alho em fatias finas

azeite a gosto


Esta receita é para ser feita com paciência, porque é demorada...

1) Corte a cabecinha de todos os tomates e parta ao meio no sentido do comprimento, tirando só as sementes. Lave e deixe virados para baixo em peneira ou escorredor de macarrão por pelo menos meia hora.

2) Arrume em assadeiras com os tomates virados para cima. Ponha por cima deles o açúcar (para tirar a acidez), o sal e as ervas finas; ponha uma fatia de alho dentro de cada um e regue com azeite.


3) Leve ao forno baixo durante pelo menos duas horas. Vire os tomates para baixo e deixe mais uma hora. Para guardar, arrume em camadas em vidros esterilizados , cubra com azeite e feche bem.


Estes tomates ficam com sabor mais suave e a textura menos ressecada que os industrializados.

29.8.07

A primeira Lady Chatterley - D.H. Lawrence

Meu primeiro encontro com D.H. Lawrence. O romance O amante de Lady Chatterley é famoso pelas suas cenas de sexo e pela linguagem considerada obscena, mas é preciso notar que há três versões muito diferentes da história e a última, revisada e levada à publicação pelo autor, é aquela responsável por essa fama do romance. Eu não conhecia esses detalhes e peguei a versão que encontrei em inglês, pois prefiro ler na língua original quando possível.

A Primeira Lady Chatterley conta a história de Connie, casada com Clifford Chatterley, um aristocrata que perdeu o movimento das pernas durante a guerra, e seu romance com um dos empregados da propriedade, Oliver Parkin. Ela procura este último com a intenção de satisfazer as necessidades sexuais que Clifford não é mais capaz de atender, mas apesar de tudo começar com um desejo físico, aos poucos Connie começa a ver um outro lado de Oliver que, de certa forma, desarma-a. O relacionamento envolve muitas dificuldades, ele faz parte da classe trabalhadora, ela é uma lady, e isso gera conflitos entre os dois amantes. Mesmo a linguagem de Oliver é algo que o separa do mundo de Connie.

Li que Lawrence pretendia dar o título de Ternura para o livro, creio que seria um bom título, ao menos para esta versão do romance. A descrição do relacionamento entre Connie e Oliver e de seus conflitos é muito terna e vívida. Acho que não lerei a última versão, gostei demais desta aqui.

23.8.07

Pão de tomate seco

A receita é do Olivier Anquier, eu a vi no Caderno da Folha de domingo e fiz hoje. Como não tinha todo o tomate seco necessário e a receita rendia muito, fiz apenas 1/3 da receita. Vou ser honesta, eu não sou muito fã de pães mais salgadinhos, prefiro aqueles que têm um fundo adocicado, mas ficaram bons, deve ser ótimo para acompanhar patês, se você usar aqueles tomates secos com orégano, sentirá um aroma delicioso na cozinha enquanto eles assam.

A receita é para fazer sem usar a máquina de pão, mas eu sempre uso porque a preguiça fala mais alto! Coloquei os ingredientes lá dentro e deixei amassando, esperei crescer, retirei, moldei os pães, deixei crescer mais um pouco e assei. Eu precisei colocar um pouco mais de água enquanto amassava, portanto acho que é melhor ir colocando a farinha aos poucos e não colocar a medida inteira (1kg) logo de cara.



 
Pão de tomate seco
1 kg de farinha de trigo
250 g de farinha de trigo integral
200 g de gérmen de trigo
900 ml de água gelada
35 g de fermento fresco (ou o equivalente em fermento em pó, basta ler a embalagem para descobrir, se não me engano, cada pacotinho de fermento seco equivale a cerca de 3 tabletes de fermento fresco)
30 g de sal
250 g de tomate seco picado
 
Rende 4 pães de 400 g

Misture a farinha e o sal e faça um buraco no meio para colocar a água. Dissolva o fermento nessa água, sem deixar entrar em contato com o sal. Misture todos os ingredientes com as mãos até a massa desgrudar. Amasse sob uma plataforma polvilhada com farinha. Faça uma bola e cubra-a com pano úmido por 10 minutos.
Corte bolinhas com polegar e indicador, esticando-as. Modele os pães e deixe-os sob pano úmido por 10 minutos. Preaqueça o forno a 250º C e asse em forno quente (220º C) por 30 minutos.

21.8.07

Dêem uma olhada!

Traduzi um pequeno trecho muito bonito de uma obra menos conhecida de Proust, dêem uma olhada aqui!

Um trecho de "Proust contra Saint-Beuve"

"Cada dia dou menos valor à inteligência. Cada dia eu me rendo mais conta de que é apenas em seu exterior que o escritor pode reencontrar algo de nossas impressões, quer dizer, atingir algo de si mesmo e a única matéria da arte. Aquilo que a inteligência nos fornece sob o nome de passado, não é o passado. Na realidade, como acontece com a alma dos mortos em certas lendas populares, cada hora de nossa vida, assim que morre, encarna-se e esconde-se em algum objeto material. Ela permanece aprisionada ali dentro, aprisionada para sempre, a menos que reencontremos tal objeto. Por meio dele, nós a reconhecemos, nós a chamamos e ela é libertada. O objeto no qual ela se esconde - ou a sensação, pois todo objeto em relação a nós é sensação - , pode jamais ser encontrado por nós. E assim, há horas de nossa vida que nunca mais ressuscitarão. Pois esse objeto é tão pequeno, tão perdido no mundo, que há poucas chances de que se encontre em nosso caminho!"

(Esse trecho explica bem o episódio da madeleine de Proust, não?)

19.8.07

Falso siri


A professora de Fortaleza que nos recebeu no ano passado veio para um congresso e acabamos nos encontrando para um almoço nas imediações. Apesar de curta, a conversa foi boa e rendeu uma receitinha, ela nos perguntou se conhecíamos o "Falso siri", dissemos que não e ela nos explicou que era uma forma de preparar um prato que parecia ter siri sem ter siri, usando sardinha em lata, leite de coco e repolho. Estava meio cética, mas fiquei muito curiosa, como ela só deu as indicações gerais da receita, tive que procurar algo parecido e encontrei esta receita. Achei que ficou bem interessante, não é idêntica a um suflê ou à fritada de siri, mas chega perto e até pode enganar algumas pessoas! Fiz pouco mais da metade da receita e rendeu bem.

Falso siri

 
1 fio de azeite de dendê
2 latas de sardinha escorrido (usei latas grandes, de 250g)
3 cenouras médias raladas

1 repolho pequeno fatiado fino

1 cebola grande ralada

suco de um limão (eu prefiro sem)
2 tabletes de caldo de galinha, carne ou peixe (na verdade é a gosto, o suficiente para salgar)

5 c sopa de azeite extra-virgem

1/2 maço de cheiro verde picado

2 pimentões picados

1 vidro de leite de coco (200ml)
4 ovos batidos (bata as claras e depois adicione as gemas)

2 c sopa de farinha
Se quiser, adicione coentro picado

Refogue a cebola até dourar, adicione a cenoura, o repolho, o cheiro verde, o pimentão, o suco de limão, o leite de coco, o tablete de caldo de galinha e deixe cozinhar por 10 min, mexendo sempre.


Adicione a sardinha desmanchada, as 2 c sopa de farinha (não é preciso diluir) e uma parte do ovo batido. Misture tudo por um minuto.


Unte um pirex, despeje o falso siri e cubra com o restante do ovo batido, leve ao forno até dourar.